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Associação para a Preservação e o Uso Sustentável dos Ecossistemas da Amazônia

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do Centro Hiléia

 

Amazônia: A situação

Apesar de todos os esforços e apelos nacionais e internacionais a destruição dos ecossistemas naturais da Amazônia continua inalterada e é hoje maior que em qualquer outra época. Economias sustentáveis só puderam ser implantadas em casos isolados e não tem força suficiente para se contrapor às economias destrutivas da floresta.

Pastagens e monoculturas além da retirada de madeiras e de minerais levam a perdas florestais de enormes dimensões. Ao mesmo tempo, degrada-se os ecosistemas aquáticos por pesca predatória, envenenamento e destruição das várzeas e igapós.

De fato vários esforços nacionais e internacionais, como o "Programa Piloto para a Proteção das Florestas Tropicais do Brasil - PPG7" produziram efeitos positivos, entretanto o saldo continua sendo negativo.

Até agora, o desenvolvimento sustentável na Amazônia não ganhou força, apesar de pequenos produtores, pescadores, ribeirinhos e índios possuírem uma ligação intima com a natureza e estarem decididos a continuar utilizando métodos de cultivo adaptados aos ecosistemas. Os povos da floresta, que poderiam ser a linha de frente para um desenvolvimento sustentável, defrontam-se com crescentes dificuldades de sobrevivência. Cada vez mais jovens migram para as cidades por não acreditarem em um futuro na floresta, em condições aceitáveis.

Independente da necessidade de se combater de forma séria os culpados da destruição indiscriminada dos ecossistemas naturais, temos que admitir que os povos da floresta ate agora não conseguiram juntar forças de contrapeso. Isto acima de tudo é um problema econômico.

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